quarta-feira, novembro 28, 2018

Sensei Tadeu se torna membro da Butoku Kai no Japão

 
Após reunião na Sede da Dai Nippon Butoku Kai International Division Shibu Portugal que aconteceu na Europa nos meados de setembro deste ano e por orientação do Presidente da Divisão Internacional da Butokukai de Kyoto Sensei Tenshi Hamada Hanshi, o Sensei Tadeu Miyamoto foi confirmado e aceito como Membro Certificado da Dai Nippon Butoku Kai, com as graduações de Faixa Preta 5ºDan Jujitsu e 3ºDan Judo, sob orientação do Sensei José Manuel Araújo Renshi.A Dai Nippon Butoku Kai (Sociedade para a Preservação das Virtudes Marciais do Japão) foi estabelecida originalmente em 1895, na antiga capital do Japão, Kyoto, sob a autoridade do governo japonês e o apoio de Sua Majestade o Imperador Meiji, com o objetivo de promover e preservar as disciplinas marciais praticadas de acordo com as antigas Escolas das Artes Marciais Tradicional e as virtudes associadas à cultura dos nobres guerreiros japoneses, os Samurais e a sua incomparável excelência histórica.
Após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, houve sua extinção e somente em 1953 a DNBK foi reaberta, com uma filosofia de contribuição para a paz mundial, através da compreensão mútua e respeito, à luz dos princípios éticos do Budo(Arte Marcial Japonesa), procurando restaurar e preservar a cultura marcial tradicional das disciplinas clássicas, num espírito de harmonia e humanismo.Segundo o Sensei José Araújo Renshi, Presidente da Direção da União Portuguesa de Budo e Coordenador da Butokukai em Portugal haverá grande contribuição para a abertura da DNBK International Division Shibu Brasil, sob a responsabilidade do Sensei Tadeu Miyamoto, fato que também reafirma os laços históricos que ligam de forma duradoura os povos dos dois Países.
Sensei Tadeu deverá viajar para Kyoto no Japão para receber os Certificados que foram conferidos a ele, mas como nos informou, solicitou a entrega dos Diplomas na Europa, por ser mais simples a questão da Língua e a logística entre os países.

sexta-feira, novembro 23, 2018

Yata no kagami

O Espelho “Yata-no-Kagami”: Simboliza a sabedoria, seu nome significa literalmente “O espelho dos oito lados”, uma referência a seu formato octogonal. Fonte de misticismo e reverência, espelhos no antigo Japão representam a verdade, pois apenas refletem o que mostram. O antigo artefato de bronze representa o Sol na Bandeira Nacional do Japão.
• A Espada “Kusanagi-no-Tsurugi”: representa a origem do Bushido (O caminho dos Samurais).
• As Joias “Yasakani-no-Magatama”: representam as riquezas do País.
Referências: Wikipédia/Livro: Ancient Japanese Mythology/ Livro: Japan, History and Culture/Morton, W. Scott.


domingo, outubro 07, 2018

UKEMI


Este Kanji é usado nas palavras: UKE 受け e UKEMI 受身


Nós sempre ouvimos as palavras UKE, UKEMI desde quando começamos frequentar o Dojo, aprendemos que os termos UKE é para quem recebe a técnica e NAGE ou TORÍ é quem faz a técnica e também ouvimos como nos proteger utilizando um rolamento ou uma queda que chamamos UKEMI.
O Kanji para UKERU
é semelhante a uma mão na parte superior na parte média "Longo desenrolar (de um acontecimento) e na parte inferior tem o significado de muitas vezes"... significa a passagem de algo, geralmente do conhecimento ou da ciência de uma pessoa a outra.
Atualmente eu entendo que os praticantes usam o UKEMI como “à arte da fuga”, ou acreditam que o UKE é um artista na arte do fugir. Acredito que seja um erro tal pensamento, nós podemos até fugir, mas certamente não aprenderemos o espírito da técnica contido naquela movimentação específica.
Se tentarmos fugir da técnica por oposição, ou não formos sinceros no ataque ou na defesa, executando a queda (ukemi) excessivamente cedo, nós nunca sentiremos o que realmente o NAGE está tentando praticar e nós nunca receberemos a informação verdadeira. Mesmo como professor eu acredito que é importante manter isto no espírito quando for UKE ou TORI.
A parte de cima é um traço da direita superior para esquerda inferior + três tracinhos em baixo (mão)
A parte média é uma barra horizontal.
A parte inferior é o resto que parece um tronco humano com duas perninhas.
E o mesmo caso do ideograma "Amor":
Dividindo o ideograma nas partes que o compões fica "Longo desenrolar de um relacionamento de amizade e sentimento".
1. Mão
2. Longo desenrolar
3. Coração (sentimento)
4. Amizade
Além disso, alguns ideogramas evoluíram e já não apresentam a ideia original...O ideograma atual para amor é "Longo desenrolar de uma amizade”.
(Desconheço o autor)


quarta-feira, outubro 03, 2018

Tenjin Shin’yō-ryū (天神真楊流)


Tenjin Shin’yō-ryū (天神真楊流)

O Tenjin Shin’yō-ryū foi uma escola (ryūha, 流派) de Jūjutsu (柔術) fundada por Minamoto no Masatari Iso Mataemon na década de 1830. É baseada nas escolas Yōshin-ryū (楊心流) e Shin no Shindō-ryū (真之神道流). O Shin no Shindō-ryū também é uma derivação do Yōshin-ryū.
Tenjin Shin’yō-ryū significa “Verdadeira Escola Sagrada do Salgueiro”, em contraponto a Yōshin-ryū, que significa “Escola do Espírito do Salgueiro”.
A lenda diz que o fundador do Yōshin-ryū, Yoshitoki Shirōbei Akiyama, achando que o número de técnicas que ele tinha aprendido não era suficiente, refugiou-se no templo Tenmagū, onde se dedicou a 100 dias de meditação, quando desenvolveu 303 novas técnicas. Durante os 100 dias, em um dia em que nevava bastante, observando as árvores de salgueiro em volta do templo, percebeu que elas eram as únicas arvores que não tinham os seus galhos quebrados pelo peso da neve acumulada. Os galhos do salgueiro curvavam, deixavam a neve cair e voltavam a posição normal. Aflexibilidade do salgueiro impressionou Akiayama, que passou a ensinar que o corpo tem que ser flexível como os galhos do salgueiro.
O Tenjin Shin’yō-ryū é uma escola recente de Jūjutsu, floresceu no fim do período Edo (江戸, 1603-1868), década de 1860. Período de paz e onde as tradicionais armadura e espada japonesas já vinham em desuso. Seus discípulos usam hakama (袴). A escola ensina 124 formas (kata 形).
Suas técnicas consistem no uso de atemi-waza (当身技), nage-waza (投技), katame-waza (固技) e kappō (活法). Há uma grande enfase no uso de atemi em pontos vitais do corpo (kyushō 急所).
O atemi é usado para provocar o desequilíbrio (kuzushi 崩し), em seguida o oponente é projetado com nage-waza e finalmente dominado com uma técnica de katame-waza.
Nas técnicas de katame-waza temos as chaves ou torções kansetsu-waza (関節技), os estrangulamentos shime-waza (絞技) e as imobilizações osaekomi-waza (押込技).
Jigorō Kanō (嘉納治五郎), o fundador do Kōdōkan Jūdō (講道館柔道), estudou o Tenjin Shin’yō-ryū com o mestre Hachinosuke Fukuda e depois com Masatomo Iso Mataemon, terceiro sōke (宗家), neto do fundador. Outro aluno do terceiro sōke foi o fundador do Aikidō (合気道), Morihei Ueshiba (植芝盛平).
O Tenjin Shin’yō-ryū, junto com o Kitō-ryū, é uma das escolas de Jūjutsu mais importantes na formação do Jūdō. Praticamente todo o katame-waza do Jūdō foi absorvido dessa escola, bem como algumas técnicas de nage-waza.
O quinto sōke, Masayuki Iso Mataemon, não deixou um discípulo para seguir a tradição. A linha sucessória familiar foi quebrada.
O quarto sōke, Masanobu Iso Mataemon passou todo o conhecimento da escola para Torajirō Yagi, um grande discípulo do terceiro sōke. Torajirō Yagi passou para Fusatarō Sakamoto (Kōdōkan kudan), que passou para o atual shihanke Toshihirō Kubota (久保田敏弘, Kōdōkan shichidan), que recebeu sua graduação menkyo-kaiden (免許皆伝) em 1973. Fundou em 1978, 0 Tenyokai dōjō (道場), onde continua ensinando Tenjin Shin’yō-ryū e Kōdōkan Jūdō.
Existe outro ramo do Tenjin Shin’yō-ryū no Japão, de Keitarō Inoue da 4ª geração, para Hanzō Miyamoto, para Kasaburō Aimiya, para o menkyo-kaiden Kōichi Shibata (柴田孝一).
Toshihirō Kubota e Kōichi Shibata são os únicos menkyo-kaiden da atualidade. Shibata tem poucos alunos, praticamente restritos a sua família. Kubota tem muitos alunos, inclusive alunos reconhecidos na Inglaterra e na Austrália. O inglês Paul Masters chegou a penúltima graduação menkyo em 2006.
As graduações são: Shoden menjo kirigami, Chuden menjo mirigami, Mokuroku, Menkyo e Menkyo-kaiden.
Havia uma mulher menkyo-kaiden até 1993, quando Kazu Tobari faleceu, sem deixar discípulos.
Por ser uma escola de Jūjutsu relativamente recente, sua história é bem preservada e existem diversos livros detalhando suas técnicas e sua história. Um do principais livros é Tenjin Shin’yō-ryū Jūjutsu Gokui Kyoju Zukai (天神真楊流柔術極意教授図解) de Chiharu Yoshida (吉田千春), discípulo do quarto sōke. O prefácio desse livro foi escrito por Jigorō Kanō.



segunda-feira, abril 30, 2018

REGULAMENTO DA PROMOÇÃO:Traga 1 amigo e ganhe


1.0. PRAZO E ÁREA DE EXECUÇÃO DA PROMOÇÃO.
1.1. O período de execução da presente promoção será de 02 de maio de 2018 a 02 de junho de 2018, participante para solução de quaisquer questões referentes a presente Promoção.(Itaporanga, 02 de maio de 2018)

sexta-feira, abril 20, 2018

Ensaios sobre a história da Butoku Kendokan




Ensaios sobre a história da Butoku Kendokan
O Shodan “Miyamoto Shosam”
22/10/2005

Em dezembro de 1992 Sensei Miyamoto me convidou para ir a sua casa pela primeira vez, um pequeno apartamento num condomínio que ficava ao lado do centro comercial de Santo Amaro, na Capital Paulista. Era algo fascinante poder ir à casa do Mestre, uma ocasião onde me senti muito honrado por tal convite. Era uma casa simples, tudo muito antigo, a decoração deveria ser do início dos anos 80.

Sensei morava com uma filha que falava pouco, o máximo que ela disse neste dia foi um “oi”, bem baixinho, quase inaudível e de cabeça curvada para baixo logo sumiu pelos cômodos no fundo do apartamento.

Sensei voltou e trouxe alguns papéis, um cartão grande e algo dentro de um pacote de mais ou menos um metro de comprimento. Eu estava em pé no centro da sala e ele me pediu para sentar, abriu um pequeno armário, retirou uma espécie de pratinho raso e uma garrafinha de saque, colocou um lenço branco sobre a mesinha e despejou o saquê na tijelinha, bebeu um pouco, girou o lenço sobre a mesa e me disse para pegar o “sakazuki” e beber. Eu demorei um pouco, pois não entendia o que estava acontecendo, então ele falou; “É saquê, você pode beber para confraternizar com seu mestre ou apenas não aceitar, se não aceitar nada acontecerá, se aceitar terá um presente”.

Eu, fascinado com aquele momento e interessado no presente surpresa, bebi o que sobrou do saquê. Sensei puxou o lenço dobrou-o com a tijelinha dentro e me entregou, pediu que guardasse e disse: “Muito bom, agora você é da família e seu nome será Shosam”.

Ingênuo e sem entender bem os costumes Japoneses eu perguntei ao Sensei que família era esta que ela falou, então ele explicou; “Você tem sua família, seus pais e irmãos, mas agora você faz parte de uma família maior, família de tradições antigas e que segue um código, eu vou orientar você dentro desta família como seu mestre e você será um bom e honrado discípulo”.

Aquilo tudo era surreal e eu me sentia muito fascinado, logo ele pegou aquele cartão que parecia um quadro de parede e  disse que era um poema, que eu deveria mantê-lo comigo e um dia colocar em meu Dojo, depois leu o cartão dizendo: “Burajiru ni hajimaru ka kei ama takashi”. Eu logicamente não entendi nada e apenas fiquei olhando para aqueles kanjis pintados numa tira de papel. Passados alguns minutos em silêncio, tomei coragem e pedi para o Sensei fazer a tradução. Sensei parou, olhou para a escrita e falou; “Inicia-se no Brasil do céu azul e infinito linhagem familiar”.

 Depois me devolveu o quadro e entregou o pacote, eu desconfiei que ali deveria conter uma espada, não uma katana, pois o pacote era muito leve, mas algo semelhante então Sensei segurou firme o pacote pelo meio e disse; “Não abra! leve para sua casa e quando estiver sozinho poderá ver o que tem dentro”.

Logo Sensei se despediu dizendo que eu deveria ir, pois ele tinha obrigações no Templo Budista. Eu levantei peguei os presentes e fui embora, chegando em casa abri o pacote e percebi que era uma shinai antiga, bem gasta pelo seu uso, algo que eu tenho até hoje.

Passados alguns dias exatamente no dia 28 de dezembro de 1992 eu retornei ao apartamento do Sensei conforme ele havia determinado algumas semanas antes quando foi ao Dojo. Ao chegar conversamos um pouco sobre Budismo e sobre o Dojo, em determinado momento ele se levantou, pegou um envelope na estante e retirou uma folha de dentro, pediu para que eu ficasse em pé, me entregou um certificado escrito em japonês e falou: “Agora você receberá o Shodan pelo seu desenvolvimento marcial e pessoal, mas precisa estudar mais, se quiser ser um mestre tem que fazer faculdade, ter um bom emprego, respeitar as pessoas e ser modelo para os discípulos”.

Alguns anos atrás entendi que tudo aquilo com o saquê, o poema e a shinai foi uma cerimônia simples, mas com profundos sentimentos de disciplina, honra e aceitação e que a mensagem que Sensei  me dava naquele momento era sobre a necessidade primordial de estudar e crescer tanto na vida pessoal como profissional.

terça-feira, abril 17, 2018

Reunião Estadual de Jujutsu




Reuniram-se neste domingo(8) em São Paulo para discutir sobre o futuro esportivo e organizacional do Jujitsu no Estado de  São Paulo, Mestres e Professores de Jujitsu esportivo e tradicional (não competitivo). Os senseis envolvidos vieram do interior, capital e litoral paulista. A reunião que iniciou as oito horas da manhã e estava prevista para encerar ao meio dia, acabou ganhando dimensões políticas e de ordem estratégica quanto aos investimentos em projetos sociais e esportivos, levando os envolvidos a avançar por toda a tarde nas conversações.

Foi discutidos durante o evento sobre a reunião de todas as associações de Jujitsu em torno de uma entidade Estadual que regulamentaria e fomentaria o esporte, sobre a importância do intercâmbio técnico e didático com todas os Dojos e seus estilos, além da possibilidade no desenvolvimento de estudos históricos, filosóficos e educativos comum a toda arte marcial japonesa.

Participaram da mesa de discussão no evento os Senseis Tadeu Miyamoto 6Dan, Mauro Pellegrini 6Dan, Anderson Byddu 4Dan, Fernando Santos 4Dan, Rodnei Jorge 6Dan, Kleber Viana 1Dan, e Anderson Fogassa 8Dan pela ABJJT.

A Federação pretende somar forças com todas as entidades dentro do Estado para fortalecer a Arte Marcial Ju-jitsu, realizando eventos organizados e dando oportunidade a todos independente do estilo praticado. A ideia principal é propagar o Jujitsu completo ou de 3 fases como é conhecido, onde o atleta pode aplicar golpes como chutes, socos, projeções e quedas como as do Judo e a luta de solo.

“Em Itaporanga a academia Butoku Kendokan do Sensei Tadeu é habilitada a ensinar este estilo de 3 fases e futuramente poderá haver uma competição local dedicada a este público, pois já estamos em algumas cidades vizinhas e isto garante melhores condições de logística e cooperação entre os professores.”... comentou o Coordenador do evento.


segunda-feira, abril 02, 2018

Nomes das técnicas do Judo.

 

柔道の技名称について


講道館における柔道の技名称の制定は、明治28(1895)年に投技41本から成る「五教の技」が発表されたことを嚆矢とする。明治の末頃には「釣込腰」が加えられ42本となり、大正9(1920)年には8本の技が除かれ、新たに6本の技が加えられ、40本に改定された。前者を「旧五教」、後者を「新五教」と呼び習わしている。
  講道館では、これら48本の投技名称を正式のものとしてきたが、ここにある技法以外の技が用いられるようになった状況を鑑み、新たな技名称の制定について慎重に検討を重ね、昭和57(1982)年4月1日、新・旧五教の技にない投技17本を「新名称の投技」として発表した。
  固技についても、昭和60(1985)年2月1日、従来から使われていた19本の技名称以外の技法について、8本を「新名称の固技」として制定した。
 平成9(1997)年4月1日には若干の修正が加えられて投技67本、固技29本となり、これをもって今日まで正式名称としてきた。
  平成26(2014)年から多彩化を続ける技術に対応するため、講道館技研究部で、技名称の再検討を行ってきた。今般その結果が次の通りまとめられた。
  従来の技名称に加えられたのは、投技では「帯取返」(手技)と「小内巻込」(横捨身技)の2本、固技では「後袈裟固」(抑込技)、「浮固」(同)、「裏固」(同)の3本で、省かれたのは「抱上」(投技・腰技)の1本である。
  これにより投技68本、固技32本、合せて100本を柔道の技名称とすることとなった。

quarta-feira, março 21, 2018

Fragmentos 30-05-2013


Fragmentos: por Sensei Paulo Miyamoto

(Transcrição de áudio gravado em 30/05/2013)



“Eu fui criado na Arte marcial japonesa como você sabe, comecei com meu avô Yoshitaro com ensinamentos do Takenouchi Jujutsu, também pratiquei com Yoshida que veio do Japão e que além de Judo havia aprendido Jujutsu, mas não sei de qual escola. Yoshida desapareceu da minha vida e soube apenas que morreu no Estado do Paraná quando já estava mais velho.

Pois bem, a respeito do Judo do Professor Jigoro Kano eu aprendi mesmo foi com Sensei Shibayama. A idéia do Mestre Kano era formar uma escola de Judo unificada em um só estilo de se fazer Jujutsu, modificado, se você aprender um tomoe-nage aqui no Brasil ou lá no Japão, vai ser a mesma coisa, diferente de Jujutsu.

Isto não acontece no jujutsu nem nas escolas que conheço nem no jujutsu que ensinei a você. Eu no Butoku Kendokan não desejei fundar um novo estilo só ensinei o que eu sabia e aprendi no decorrer destes anos de prática, nunca pretendi ter um Dojo com muitos seguidores, mas seguidores fiéis que entendessem o Budo.

Veja só o que acontece no karatê. Eu pratiquei Karatê por muitos anos e tenho diploma de segundo dan em Gojuryu, também treinei Aikido com Dr. Munemori Kawai, mas que na minha época de aluno não era ainda o Aikido de hoje era restante de ideias e forma de Aikijujutsu. Eu vi muita gente boa praticando Aikido e cada um tem seu estilo próprio e karatê já existem muitos estilos japoneses. O Judo do professor Kano tem só um estilo de fazer.

No Jujutsu cada professor pode ter seu jeito próprio de fazer, é infindável o número de possibilidades, só existem regras para a maneira de se guiar o Jujutsu e o Dojo, o objetivo é o mesmo para todos, por isto tem vários professores que se juntaram a mim nestes anos e para cada um deles eu ensinei coisas diferentes, pois cada professor tinha seu jeito próprio de compreender o Budo. Uns professores eram mais religiosos, outros mais físicos e menos espirituais, outros são mais científicos, pesquisam provas e tentam entender a origem, querem saber o motivo de cada coisa ser assim.

O Butoku Kendokan tem que ser entendido como uma escola de Budo onde se aprende Jujutsu, somente isto, certamente os alunos aprenderão com o professor responsável as experiências e compreensão que este líder terá de tudo, não só do Jujutsu, mas também da vida. Esta é minha mensagem pra hoje e para vocês”.


domingo, fevereiro 18, 2018

Budo e Bujutsu



Budo

Budo é um composto da raiz bu (em japonês: : ), que significa a guerra ou as artes marciais, e do (em japonês: : どう), o caminho de sentido ou forma. Especificamente, Do é derivada do sânscrito marga budista (o que significa o "caminho" para a iluminação). O termo remete à ideia de formulação de proposições, submetê-los à crítica filosófica e, em seguida, na sequência de um "caminho" para realizá-los. Não significa um "modo de vida". No contexto japonês, é um termo experiencial, experimental, no sentido de que a prática (o modo de vida) é a norma para verificar a validade da disciplina cultivada através de uma determinada forma de arte. O Budo moderno não tem nenhum inimigo externo, só o inimigo interno, uma de ego que deve ser combatido (estado de Mushin-Muga).


Bujutsu

Bujutsu é um composto de raízes bu (em japonês: ) e jutsu (em japonês: : じゅつ) que significa ciência, ofício, ou arte. O Budo é mais frequentemente traduzido como "o caminho da guerra", ou "caminho marcial”, enquanto Bujutsu é traduzido como "ciência da guerra" ou "ofício marcial". No entanto ambos, Budo e Bujutsu, são utilizados com o termo "arte marcial".

O Budo e o Bujutsu tem uma diferença bastante delicada. Enquanto o Bujutsu só dá atenção para a parte física de luta (a melhor maneira de derrotar um inimigo), o Budo também dá atenção para a mente e como se deve desenvolver-se. O Budo moderno usa aspectos do estilo de vida dos samurais do Japão feudal e os traduz para o autodesenvolvimento na vida moderna.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Budô

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

A Sakura e o Bushido




Flor de origem asiática, conhecida como “Sakura”, a flor nacional do Japão, onde estão documentadas mais de 300 variedades de cerejeiras.
O início da floração das cerejeiras marca o fim do inverno e a chegada da primavera. Uma lenda conta que a palavra "Sakura" surgiu com a princesa Konohana Sakuya Hime, que caiu do céu perto do Monte Fuji, tendo se transformado nessa bonita flor.

Os samurais, os guerreiros japoneses, eram grandes apreciadores da flor de cerejeira. Desde aqueles tempos, passou a estar associada à efemeridade da existência humana e ao lema dos samurais: viver o presente sem medo. Assim, a flor de cerejeira está também associada ao código do samurai, o Bushido.
A cerejeira fica pouco tempo florida, por isso suas flores representam a fragilidade da vida, cuja maior lição é aproveitar intensamente cada momento, pois o tempo passa rápido e a vida é curta.

sexta-feira, janeiro 26, 2018

O esporte e o combate real.




“Uma queda! Um golpe! Não terminam o combate, se a queda for amortecida, se o golpe foi superficial ... porquê considerar-se vencedor por destes factores? O esporte é generoso em fazer crer no milagre. Se o combate for real ... se a mão segura uma faca ... essa glória será talvez póstuma. Entre a teoria e a prática, entre o esporte e a realidade, pode haver a diferença da vida e da morte”. Tadashi Abe (7.º dan de Aikido)

https://ijiaikido.webnode.pt/


“Praticar uma arte marcial como simples treino esportivo equivale a cultivar flores num jardim de cimento; não produz flor nem eficácia. Os esportes estão codificados por regulamentos estabelecidos para suprimir o máximo de perigo; é o objetivo do esporte. As artes marciais devem fomentar a audácia, o sangue-frio, a resistência, o golpe de vista, d...iante de um ataque armado ... de um combate em que se pode perder a vida ... não um título; é o objetivo das artes marciais”. Tadashi Abe (7.º dan de Aikido)