quinta-feira, fevereiro 13, 2020

TOMOE



Este símbolo está presente em praticamente todos os templos budistas e xintoístas pelo Japão. Seu nome é Tomoe, com o significado de ciclo ou giro, referindo-se ao movimento da terra. O tomoe é relacionado ao símbolo do yin-yang (tao), e também é apresentado com um significado semelhante: as diferentes forças no universo. Visualmente o tomoe é constituindo de hastes interligadas.
O tomoe mais facilmente encontrado é o triplo(mitsu tomoe), mas também pode ser encontrado sozinho, em duo ou em quatro. O Mitsutomoe representa a divisão da universo numa visão Xintoísta, onde suas hastes representam A Terra, Os Céus e a Humanidade. 
Assim como o kamon de Miyamoto Musashi, Miyamoto Sensei também usa o tomoe em seu kamom, inspirado no símbolo dos templos budistas e no Deus protetor dos Samurais.

domingo, dezembro 29, 2019

35º GRADUAÇÃO DA BUTOKU KENDOKAN

35ª Cerimônia de Graduação Butoku Kendokan

BUTOKU KENDOKAN - Rua São João, 607 - Centro Itaporanga/SP - Brasil

segunda-feira, dezembro 09, 2019

BUTOKU KENDOKAN - 1ST JUDO EXPERIENCE DAY

Butoku Kendokan no 1st Jūdō Experience Day



 
Neste sábado, 23 a Academia Butoku Kendokan participou do primeiro evento de Jūdō promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Itaporanga. Em discurso o Secretário de Educação, sr. Roberto Silva, explicou que o circuito de demonstrações tem por objetivo visitar as escolas públicas Municipais e apresentar o Jūdō para pais e alunos.O evento aconteceu na Escola Municipal Dom Athanázio Merkle, onde alunos da Butoku Kendokan e alunos da unidade escolar puderam partilhar juntos de uma aula de Judô ministrada pelo Sensei Tadeu Miyamoto e assistir uma demonstração de técnicas avançadas de Judô. O convite para o evento partiu do Secretário de Educação que visitou a Academia de Judô para conhecer mais do trabalho desenvolvido e reafirmar o convite, solicitando uma apresentação geral que envolvesse as crianças das duas instituições numa forma de confraternizar e contribuir com o desenvolvimento do Jūdō nas escolas. Além da aula de Judô, também foram feitas demonstrações de defesa pessoal e kata (formas pré-combinadas de ataque e defesa) com os judocas Juliana de Campos, Thainan Marins e Gabriel Vetrone No final das apresentações todos os alunos receberam medalhas de honra ao mérito pela brilhante apresentação. 

sexta-feira, julho 19, 2019

OMOTE 表 URA 裏


Omote  Ura



Certo dia, um velho amigo e também professor de Budo me pediu para discorrer sobre omote e ura, seus usos e significados, pois havia seu filho, um estudante do Yoshin Ryu Dojo, questionado um conhecido mestre de Judo durante Seminário, perguntando sobre o uso e o significado das expressões e a relação com a parte exotérica e a física na execução dos kata.

Então resolvi produzir este texto baseado nos meus estudos bibliográficos, nas minhas experiências práticas, metafísicas e aprendizados de anos com Mestre Miyamoto Koryu.

Acredito que o estudo do Budo nos leva a caminhos que não se resumem apenas em movimentos físicos, mas em demandas energéticas de ordem espiritual emanadas pelo guerreiro interior, vislumbrado naqueles que alcançaram algum grau de iluminação pessoal.

No Budo se aprende primeiro omote e em seguida ura o mais difícil de se sentir, entender e aceitar. Alguns podem passar a vida toda sem o conhecer.

Omote a princípio é o que está à face do movimento, sendo executado pela frente do Uke, o que projeta o corpo do Nage a frente do corpo do Uke, este seria o entendimento mais efêmero do que representa omote para um verdadeiro estudante do Budo. Já o Ura é tudo aquilo que está passando pela retaguarda, ou que está oculto aos olhos daqueles que comtemplam uma ação encadeada por quem se posiciona como o Nage.

No entanto podemos entender o Ura como a peça mais importante do Budo, pois ela é capaz de produzir algo que pode até enganar os olhos de estudantes e professores mais astutos.

Ura. É bem provável que este kanji tenha sido usado para ter significados diferentes do que seus verdadeiros caracteres significam e pode ser que até hoje assim seja, pois está fundido em Ura os kanji +onde;

[koromo] pode ser entendido como; coisa de vestir, embrulhado, roupa e no Japonês arcaico pode ser entendido como um manto usado por um monge.

[rí] apesar de várias etimologias acredito que a mais próxima da ideia original para a palavra ura seja o sinônimo de “um local”

Apesar de ura significar atualmente “voltar” ou “para trás” eu diria que significa “uma coisa escondida em um local atrás do manto”, este manto seria o da ignorância daquele que não enxerga com profundidade o Budô, mas o vê como algo de disputar com outro alguma coisa profana e material.

Omote e Ura são o dualismo encontrado no Yin e Yang das Artes Marciais Japonesas e tudo isto expressa o positivo e o negativo energético da vida cotidiana.

 Aprender Budo é aprender a se comportar de forma harmônica no Universo sem pesar para um lado ou para o outro com mais ou menos força, mas há de se entender que muitos não passarão do estágio primitivo.



Prof. Tadeu Miyamoto

19.07.2019
#omote
#ura

quinta-feira, junho 06, 2019

GOKYO NO WAZA


* "Tsurikomi-goshi" was not included in the Go Kyo no waza at the time of stipulation in 1895. It seems to be included in at the end of Meiji era, around 1911.

domingo, maio 05, 2019

Seiryoku Zen-yo e Jita Kyoei

Seiryoku Zen-yo e Jita Kyoei
Os dois princípios básicos da vida de um Judoka.

Para entender melhor os conceitos é necessários anos de estudo e intimidade com a cultura e a arte japonesa e segundo Miyamoto, mesmo assim não terá entendido tudo como um nihon-jin.
Jigoro Kano criou os fundamentos que regem a filosofia do Kodokan Judo através de estudos, experiências, observações e muita prática isto tudo no século XIX. Como algo tão antigo pode ser tão novo em seu conceito mais profundo? Talvez seja isto que tentamos responder.
Kano primeiro criou o Princípio do Seiryoku Zen-yo, ou seja, do “Melhor uso da Energia para melhor eficiência”, alguns estudiosos também citam que seria “O melhor uso da sua energia para fazer o bem”.
Este princípio é a busca pelo melhor uso possível das energias físicas e mentais. Integrando o princípio de JU (flexibilidade) e excedendo-o, ele convida à aplicação da solução mais relevante para qualquer problema: aja apenas, no momento certo, com um controle perfeito da energia usada, use a força e as intenções do parceiro em seu benefício. 
Seria interessante também entender o que significa “eficiência”, que pode ser entendida como; virtude ou característica de (alguém ou algo) ser competente, produtivo, de conseguir o melhor rendimento com o mínimo de erros e/ou dispêndios.
A eficiência é uma característica positiva, principalmente como parte do perfil de profissionais que desejam obter sucesso em suas áreas de atuação. Para que um indivíduo haja com eficiência, são necessárias outras qualidades essenciais, como a organização, o compromisso, a concentração, a pontualidade, o respeito, a criatividade e etc.
Jita Kyoei é o segundo princípio escrito por Kano, que tem o significado de "Harmonia e prosperidade mútua para si e para os outros”. Esses dois termos budistas JI+TA expressam duas noções antagônicas, o primeiro significa que nossa realização depende apenas de nossa própria força, enquanto a segunda expressa que é inteiramente dependente da força do outro.
Kyoei tem o significado dePara prosperar juntos”. Significa prosperar em todos os três níveis, material, físico e espiritual, sem excluir nenhum deles na interpretação desta fórmula.

Prof. Tadeu Miyamoto
5Dan Jujutsu/3Dan Judo
Abril 14,2019.

sábado, março 30, 2019

PARA ALCANÇAR A ILUMINAÇÃO


Certa vez perguntei ao meu Mestre... Sensei o que devo fazer para alcançar a iluminação?
...e ele respondeu com um ar de sorriso, apontando para a lâmpada no centro da sala: "Apenas subir no banquinho!" (ahahahahahahahaa...)
Na verdade ele foi sarcástico.... mas depois explicou:
 "Vocês ocidentais acreditam em coisas mirabolantes, fantásticas, nããããão!...não existe nada disto é tudo muito simples, não crie falsas expectativas apenas pratique o ZEN."

quinta-feira, março 07, 2019

Kime no Kata

Shinken Shōbu Waza e Kime no kata

Artigo de Alfredo Vismara (segundo Toshirō Daigo, 10° Dan Kōdōkan, Katas do Kōdōkan 2, “Judo”, vol. 79 N.º 11, Novembro de 2008)
Alguns anos depois da fundação do Kōdōkan, foi criada a Shinken Shōbu no Kata (真剣勝負の形, kata de combate real), constituída numa primeira fase por dez técnicas e posteriormente por treze (no ano 20 da era Meiji 1887), logo depois da criação da Randori no Kata (constituída pela Nage no Kata e pela Katame no Kata).
No ano 39 da era Meiji (1906), quando a Dai Nippon Butokukai quis instituir a Shinken Shōbu no Kata, o Shihan (Kanō) apresentou o projecto inicial, constituído por treze técnicas; foram acrescentadas mais sete pela Butokukai, que foram discutidas e, por fim, a kata foi aprovado, tendo assim nascido a Kime no Kata (極の形, kata de defesa pessoal) actual.

Shinken Shōbu no Kata
Todos sabem que a origem do Jūdō é o Koryū Jūjutsu. O objectivo das escolas de Jūjutsu era o shinken shōbu waza (técnicas de combate real). Kanō shihan compreendeu que não seria possível desenvolver a sua concepção de randori (乱取り, prática livre) com muitas daquelas técnicas; então, excluiu as acções perigosas que, apesar de tudo, também faziam parte do Jūdō Kōdōkan, e decidiu que se deveria aprender as técnicas do shinken shōbu, tal como as do randori, mas separadamente. Desse modo, estabeleceu a Shinken Shōbu no Kata, que continha princípios diferentes da Randori no Kata.
O Shihan fez notar os erros que apresentavam as katas das várias escolas de Jūjutsu e, ao desenvolver a nova Shinken Shōbu no Kata, disse o seguinte: “A Kime no Kata foi designada Shōbu no Kata, com o significado de Shinken Shōbu no Kata, e é o objectivo das kata das antigas escolas de Jūjutsu. Sem dúvida que não se pode generalizar, mas, observando as kata que eram então praticadas, pensei que o espírito dos primeiros mestres que as tinham criado inicialmente fora esquecido. Observando as kata das várias escolas, vi que continham muitas técnicas ineficazes para quem praticou tanto o randori. Penso que não foram transmitidos os valores dos Mestres que as tinham codificado. Por isso, quando vi as kata de muitas escolas, não fiquei satisfeito; assim, tomando pureza essencial das kata das várias escolas e juntando os meus aperfeiçoamentos no estilo tradicional, criei aquilo que em tempos fora chamado Shōbu no Kata, e hoje, Kime no Kata.” (extraído de “Jūdō Hyakunen”, “Cem Anos de Jūdō”, de Oimatsu Shinichi).
A propósito da necessidade de aprender a Kime no Kata, o Shihan disse também o seguinte: “Na Kime no Kata estão técnicas impossíveis de aplicar no randori, pois no shinken shōbu waza não estão apenas projecções (nage) e imobilizações (katame), mas também golpes (utsu) e batimentos (tsuku), pontapés (keru), por vezes com armas de corte (kiru) ou de fogo (happō). Na Kime no Kata não se ensinam todas estas coisas: foi estabelecida com a finalidade de compreender a essência de tudo o que se aprendeu e, portanto, é necessário conhecer também essa kata para abarcar a totalidade do Jūdō Kōdōkan” (extraído de “Yūkō no Katsudō”, “Formas de Decisão”, Novembro, Taishō 10 - 1921).

Da Shinken Shōbu no Kata à Kime no Kata

No ano 20 da era Meiji, quando foi estabelecida esta kata, chamava-se Shinken Shōbu no Kata, Shōbu no Kata, ou ainda Shōbu Hō no Kata; depois, o nome foi alterado para Kime no Kata. Não se sabe bem, mas parece que o Shihan tomou essa decisão quando apresentou a kata ao Butokukai no ano 39 da era Meiji (1906), propondo o nome Kime no Kata a essa instituição. Porém, no “Keiō Gijuku Jūdōbushi” (História do grupo de Jūdō da Universidade de Keiō), está escrito no arquivo das reuniões que tiveram lugar no ano 29 da era Meiji (1896) que, durante as demonstrações, a Kime no Kata, até ao ano 43 da era Meiji (1910) se chamava Shōbu no Kata, e só depois do ano 44 da era Meiji (1911) se passou a chamar Kime no Kata.
Isto provaria uma hipótese diferente da minha, mas não sabemos se corresponde à realidade.
O Shihan disse: “A Kime no Kata de hoje foi estabelecida um pouco depois relativamente à Nage no Kata e à Katame no Kata.” No período transcorrido entre as dez técnicas iniciais e as treze técnicas, não se conhecem as motivações da proposta para este aumento.
No Jūdō Nenkan (Cronologia do Jūdō) está escrito que a Kime no Kata foi codificada no ano 20 da era Meiji (1887). A Randori no Kata foi criada nos anos 16 e 17 da era Meiji (1884-1885), portanto, dois ou três anos antes.
Depois da formalização da Kōdōkan Kime no Kata com treze técnicas, no ano 39 da era Meiji (1906), a Dai Nippon Butokukai quis oficializá-la como tinha feito anos antes com a Nage no Kata e a Katame no Kata. O Shihan apresentou o projecto com as treze técnicas mas, ao fim de algumas modificações e discussões, foi aprovado com a integração de outras sete técnicas.
Quanto aos pormenores da institucionalização da Kime no Kata pela Butokukai, o Shihan disse: “tinham a intenção de fazer uma kata, não para os especialistas que praticavam as kata sem quaisquer problemas nas suas escolas, mas que fosse útil para todo o país, e pediram-me para a criar.” (ditado por Kanō Shihan e escrito por Ochiai Torahē)
Havia então dois jūdōka a quem dei o título de Hanshi, chamados Totsuka Hidemi (Yōshin ryū) e Hoshino Kumon (Shiten ryū); falei com eles, nomeei-os membros da comissão, dizendo-lhes que faria o projecto inicial e depois, com base nele, teríamos uma discussão e decidiríamos como desenvolver uma kata que pudesse ser executada por todo o país; eles aceitaram.
Fiz então o projecto inicial, criei as bases da Shōbu no Kata do Kōdōkan e acrescentei de seguida algumas técnicas novas; os membros principais foram Totsuka, Hoshino e eu próprio, em conjunto com outros jūdōka especialistas de outras escolas. Completámos o Idori com 8 técnicas e o Tachiai com 12, tal como são actualmente.
Após várias discussões, quando me convenci de que estava tudo bem, decidi que era a kata para a Butokukai e ao mesmo tempo para o Kōdōkan. Estas são as origens da Kime no Kata do Kōdōkan.]
Tradução do japonês de Noriko Habuki e Matteo Masada
Tradução e adaptação da versão italiana por José Manuel Araújo

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

quarta-feira, novembro 28, 2018

SENSEI TADEU NA BUTOKUKAI

 
Após reunião na Sede da Dai Nippon Butoku Kai International Division Shibu Portugal que aconteceu na Europa nos meados de setembro deste ano e por orientação do Presidente da Divisão Internacional da Butokukai de Kyoto Sensei Tenshi Hamada Hanshi, o Sensei Tadeu Miyamoto foi confirmado e aceito como Membro Certificado da Dai Nippon Butoku Kai, com as graduações de Faixa Preta 5ºDan Jujitsu e 3ºDan Judo, sob orientação do Sensei José Manuel Araújo Renshi. A Dai Nippon Butoku Kai (Sociedade para a Preservação das Virtudes Marciais do Japão) foi estabelecida originalmente em 1895, na antiga capital do Japão, Kyoto, sob a autoridade do governo japonês e o apoio de Sua Majestade o Imperador Meiji, com o objetivo de promover e preservar as disciplinas marciais praticadas de acordo com as antigas Escolas das Artes Marciais Tradicional e as virtudes associadas à cultura dos nobres guerreiros japoneses, os Samurais e a sua incomparável excelência histórica.
Após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, houve sua extinção e somente em 1953 a DNBK foi reaberta, com uma filosofia de contribuição para a paz mundial, através da compreensão mútua e respeito, à luz dos princípios éticos do Budo(Arte Marcial Japonesa), procurando restaurar e preservar a cultura marcial tradicional das disciplinas clássicas, num espírito de harmonia e humanismo.Segundo o Sensei José Araújo Renshi, Presidente da Direção da União Portuguesa de Budo e Coordenador da Butokukai em Portugal haverá grande contribuição para a abertura da DNBK International Division Shibu Brasil, sob a responsabilidade do Sensei Tadeu Miyamoto, fato que também reafirma os laços históricos que ligam de forma duradoura os povos dos dois Países.
Sensei Tadeu deverá viajar para Kyoto no Japão para receber os Certificados que foram conferidos a ele, mas como nos informou, solicitou a entrega dos Diplomas na Europa, por ser mais simples a questão da Língua e a logística entre os países.